Publicado por: katrakas | setembro 26, 2013

Pedal do Bife

Já dizia minha professora de literatura, uma gordinha ruiva de cabelos encaracolados  que parecia um anjo de pintura barroca e que tinha muito bom humor: comer é tão bom que nós, os humanos, relacionamos os prazeres do sexo com os prazeres do paladar, por isso os garotos sempre dizem que vão “comer” as meninas.

Sábia senhora! Enquanto ela proferia suas palavras em sala de aula, eu imaginava com riqueza de detalhes o quão desejada aquela senhora teria sido na juventude , devia ser uma ruivinha perturbadora de traços delicados, rostinho meigo, pernas roliças… Ops! Melhor parar por aqui.  Ainda ei de, em algum dia, agradecer alguns dos meus maravilhosos mestres por tão intrínsecos ensinamentos ao longo dessa vida.

Mas enfim, o desejo do homem o levou a conquistar terras, desbravar o desconhecido, travar guerras sangrentas e nós, vikings do cerrado não somos diferentes, motivados pelos prazeres do BIFE, fomos pedalar!

Já é sabido que o Posto Barcelona tornou-se um interessante biker point, contudo, não há nada tão bom que não possa melhorar, como numa intervenção divina alguém de boa fé resolveu servir bifes com acompanhamentos no local. O bife é oferecido num quiosque situado nos arredores do posto, um lugar que tem tudo a ver comigo: pouca luz, pouca frescura, pouca cerimônia e muito sabor!

Numa noite de reestreia do Katraka Marcelão, chegamos as 19:30 no posto e partimos pra tradicional trilha da Juriti.

Depois de alguns anos sem pedalar e com 40 quilos a mais, nosso amigo Marcelão sentiu o drama de carregar o equivalente a um saco de cimento numa subida. Aliás, o ciclismo é um esporte interessante, ele pode ser funcional sem destruir seu corpo, evita impactos, poupa suas articulações e você não enjoa do ambiente uma vez que o cenário sempre é diferente, mas existe um negócio chamado gravidade que aliado ao peso, se torna o grande inimigo do ciclista, especialmente os sedentários heheh, mas isso é assunto pro meus ex-professores de física, por ora encerramos o assunto.

Segue as fotos da noite:

Enquanto o bife não chega, a gente tira foto.

Enquanto o bife não chega, a gente tira foto.

Lucão em foco.

Lucão em foco.

Ambiente aprazível.

Ambiente aprazível.

Bon appétit

Bon appétit

 

Lista Katraka de presença:

  • Neto;
  • Lucas;
  • Marcelo;
  • Guila.

 

Publicado por: katrakas | setembro 24, 2013

Cicloturismo Selvagem – Fim do pedal pela América Latina

Em novembro de 2012 através do amigo Kiko conheci o blog Cicloturismo Selvagem criado pelo historiador Nelson e compartilhei aqui, na época ele estava executando a viagem “Pedal pela América Latina” e quase um ano depois, o pedal chegou ao fim. Com muita emoção, o cicloturista foi recebido em Foz do Iguaçu por ciclistas e familiares:

Chegada: ao lado do pai e dos ciclistas.

Chegada: ao lado do pai e dos ciclistas.

Após a chegada em Foz, Nelson ainda pedalou na companhia de outros ciclistas até as Cataratas do Iguaçu pra fazer o encerramento oficial do pedal:

Garganta do Diabo: local do encerramento oficial do pedal pela América Latina

Garganta do Diabo: local do encerramento oficial do pedal pela América Latina

Foram 1 ano e 2 meses de pedal num total de 21.265 quilômetros pedalados.

Na verdade essa viagem tem muitos números legais além da quilometragem, Nelson tentou gastar a menor quantidade de dinheiro possível.

Para saber todos os detalhes, acompanhe o blog Cicloturismo Selvagem.

Enquanto lia esse último post da cicloviagem, fiquei pensando no quanto nós desperdiçamos nosso tempo com coisas pequenas. Durante 1 anos e dois meses esse sujeito conheceu lugares incríveis que, mesmo que eu me esforce comprando pacotes de viagem 1 vez por ano, nunca irei conhecer nem 5% do que ele vivenciou, e enquanto Nelson pedalava mundo afora, fiquei aqui, bem seguro, reclamando da vida. 🙂

Publicado por: katrakas | fevereiro 19, 2013

Mais de Downhill Urbano

Esse é de rasgar o c* com a unha!
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Publicado por: katrakas | fevereiro 18, 2013

Downhill Urbano Insano

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Uma descida animal por becos de um morro.

Publicado por: katrakas | dezembro 4, 2012

Coletânea de erros.

Um sujeito fez uma coletânea dos seus piores momentos durante algumas tentativas de fazer vídeos.

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Publicado por: katrakas | novembro 27, 2012

Morro Feio – 24/11/2012

Pedalzinho relaxante pelas trilhas do Morro Feio – Hidrolândia.

Dessa vez, no lugar das fotos fizemos um videozinho com a GoPro do Katraka Neto.

Até os 3:25 a câmera estava no capacete do Neto, daí pra frente ficou no meu capacete.

Publicado por: katrakas | novembro 22, 2012

Insano! Danny Hart fazendo uma descida incrível!

Uma incrível descida do Downhiller Danny Hart

Dica do Katraka Roseirinha.

Publicado por: katrakas | novembro 8, 2012

Dica de Leitura – Cicloturismo Selvagem

Por indicação do amigo Kiko, comecei a ler o diário de viagem deste ciclista que é paulista mas mora em Foz do Iguaçu e estou empolgadíssimo. O cara (Nelson Neto) relata bem sobre a viagem e os lugares por onde passa.

Atualmente ele está no meio do Projeto Pedal pela América Latina reportando tudo com narrativa rica em detalhes e muitas fotos.

Leitura recomendadíssima. A única coisa chata é a maneira como as postagens são feitas no blog, dificulta um pouco o acompanhamento, é muita informação numa página só, você fica perdido onde parou a leitura.

Mas o principal está ótimo, que é o conteúdo.  Ainda não deu tempo de ler tudo, mas já estou  em Nuevo Mundo – Bolívia.

Pra começar a ler sobre a atual viagem desde o começo, clique aqui: http://www.cicloturismoselvagem.com.br/2012/07/diario-de-bordo-brasil-i.html

Veja algumas fotos:

Os Xio Dudu pira na subida!

Publicado por: katrakas | novembro 5, 2012

Megavalanche 2012 – Encontro de Titãns

Megavalanche é uma prova que acontece numa das montanhas mais famosas da frança Alpe d’Huez, muito conhecida por ser uma das etapas do Tour de France.

No caso do Tour de France, durante a prova são 21 curvas em 13 quilômetros de árdua subida, com aproximadamente 3.300 m de altitude. No Megavalanche a alegria é garantida já que o objetivo é descer, a largada é como uma maratona, centenas de downhillers se jogam da linha de largada, uma verdadeira loucura coletiva.

largada

Dica1 : Assistam o vídeo até o final

Dica 2: Assistam no site do Vimeo que a tela fica maior:  Aqui

Publicado por: katrakas | novembro 5, 2012

Trilha da Onça

Depois de anos sem ir ao parque ecológico fazer a trilha da onça, no dia 15 de setembro Xio Dudu, Alex e Roseirinha resolveram explorar as coisas por lá. Fizeram uma voltinha meia boca  e voltaram dizendo maravilhas do lugar, inclusive com registro de um animal indefinido que julgaram por conveniência ser uma onça:

Clique na miniatura abaixo para ver todas as fotos desse dia:

15/09/2012 – Trilha da Onça

Empolgados com a narração do último pedal, no dia 20 de outubro fomos eu, Alex e Neto (com o primeiro pedal pós cirurgia).

Chegamos no posto da polícia rodoviária federal e seguimos pelo “acero” (espaço de segurança contra incêndio entre asfalto e mata) até chegar na entrada da subida da trilha da onça.

Havia chovido e a mata estava bastante molhada, logo no início da subida paramos para contemplar os milhares de sapinhos que eram quase invisíveis, mas quando a bicicleta ia passando eles iam pulando fazendo parecer que o chão estava se movendo. Eu nunca tinha visto isso.

Entrar no parque ecológico é ver a natureza na sua forma mais potente, lá dentro tudo é forte, o lugar é hostil, portanto, todos os animais existentes lá são sobreviventes, são fortes. Os insetos tem tamanho medonho, há cobras, onças, marimbondos, até as borboletas são parrudas.

Quando você pára é que começa a se sentir presa, os mosquitos atacam sem dó, são mutucas gigantes.  Um alérgico a insetos morre fácil por lá. Que lugar incrível!

Numa nova entrada a direita no meio da subida, leva a uma parte do novo reservatório de água João Leite, um lugar bonito e cheio de aves, peixes…

Lembrando que pesca, banho ou qualquer outra atividade que possa contaminar a água é expressamente proibido.  Aprecie de longe, não toque em nada. Grato!

No fim da subida, a velha entrada para a estrada do posto do japonês está meio diferente, então resolvemos tocar adiante até que chegamos num lugar que dá uma vista nota 10 pra Goiânia. Apreciamos a vista e seguimos a estrada até uma cerca, passamos a cerca e seguimos o “acero”  que margeia o parque novamente, seguimos por esse caminho que é bem divertido (nível 7 de uhuu) até uma fazenda produtora de laranja, apreciamos a vista e de lá seguimos por dentro da fazenda até voltar a rodovia BR-153. Esse trecho foi uma novidade, nós não conhecíamos.

Na volta vimos um bicho muito legal na beira da rodovia, era um Teiú, tentei sacar o celular pra fotografar mas não deu tempo, ele correu pra dentro do mato, era tão grande que parecia um jacaré.

Clique na miniatura abaixo para ver todas as fotos desse dia:

20/10/2012 – Trilha da Onça

Empolgado com o novo caminho, Xio Dudu ficou louco pra conhecer, então no dia 27 de outubro marcamos o pedal pra lá novamente. Iríamos Eu, Xio Dudu, Alex e Neto, mas na noite anterior eu havia tomado várias ampolas do diurético  e não consegui acordar no horário, então eles foram sem mim.

Como nós já sabemos, o pedal demorou pra caralho, segundo os Katrakas, Xio Dudu fez questão de enrolar bastante, descobrindo novos caminhos que não levam a lugar nenhum. O grande acontecimento desse pedal foi sem dúvida a sucuri que encontraram no meio do caminho.

Outro detalhe importante nesse dia foi que o Xio Dudu descobriu a entrada para a estrada que levava ao antigo Posto do Japonês, assim abriu novas esperanças para encontrar o velho caminho.

Clique na miniatura abaixo para apreciar todas as fotos desse dia:

27/10/2012 – Trilha da Onça

No dia 01 de novembro fomos  Eu, Xio Dudu, Neto e Roseirinha novamente pedalar no mesmo lugar, só que desta vez entramos pela estrada de frente o antigo posto do Japonês, o clima estava incrível, muita neblina, o sol quase não conseguia aparecer.

A estradinha continua linda, passa por algumas fazendas produtoras de banana e chuchu, só que nas proximidades do parque está meio diferente, quando chegamos lá em cima, a estrada acabou num colchete, ficamos meio perdidos, mas o Xio Dudu foi falar com uma mulher que estava numa lavoura de Jiló, então ela  nos orientou a passar por dentro da lavoura, pegar um “trieiro oculto”, passar no meio de um matagal até achar a estrada correta e assim fizemos. Tiro e queda!

Chegamos na estrada principal na tilha da onça. O Xio Dudu queria fazer o novo caminho que margeia o parque e sai na fazenda de laranjas, mas Eu, Neto e Roseirinha queríamos aproveitar a deliciosa descida no meio da mata.  Aproveitei para ver a entrada original da trilha da onça. Entrei a pé uns 3 metros, mas tinha tanto galho, pé-de-espinhos e orvalho que fiquei com preguiça e voltei pra trás. Pra fazer aquela trilha novamente, só a pé e munido de facão porque a coisa fechou pra valer por lá.

A descida é muito boa, porém é rápida, se não fosse um pneu furado, acredito que em menos de 7 minutos eraríamos lá em baixo.

Voltamos para o posto da PRF pela BR-153. O pedal foi bacana, o clima estava muito bom, só senti calor na rodovia, apesar de não ter sol diretamente, o calor úmido subia do asfalto e me fazia sentir como um brócolis cozido a vapor, uma beleza.

Lembrando que o Katraka Matheuzô não compareceu porque  o pneu da sua bicicleta estava furado (????????????????????????).  Moleque inútil.

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